Ação Direta em direitos humanos
- Defesa de travestis em demandas cíveis e penais
- Obtenção de assistência médica em casos crônicos emergenciais
- Apoio emergencial a vítimas de violência e intimidação
Projeto intenta o combate à medicina clandestina sendo desenvolvido em conjunto com um grupo de médicos (setor público e privado) com 02 objetivos:
Redução de Danos: programa piloto de tratamento com enfoque em 30 (trinta) pacientes.
Remodelagem do Corpo com uso de Medicina Legítima: apresentar um programa de tratamento médico para remodelagem de corpo que represente uma alternativa praticável ao tratamento clandestino
para atender casos de emergência relacionados a:
- Emergências legais penais
- Problemas legais civis
- Emergências relacionadas a silicone
- Problemas de Drogas / Álcool
- Discriminação
- Problemas psicológicos - Suicídio
- Violência / Estupro / Tortura / Exploração
Projeto Nome Delas - militância em direitos humanos através da conscientização via arte
Proposta feito para o Governo Municipal da Cidade de São Paulo
Reconhecer São Paulo como é um centro de prostituição e tráfico humano, no Brasil. Na grande maioria, as travestis migram do norte, nordeste e do centro do país para São Paulo com o intuito de transformar seu corpo como ato preparatório para viagem com destino à Europa, onde sonham conseguir melhores condições de vida.
A grande maioria das travestis migra ainda muito jovem das regiões norte, centro e nordeste do país, sem nenhuma forma de amparo familiar e acabam encontrando nas grandes cidades espaço para sua própria aceitação.
Muitas são traficadas e sujeitadas à exploração e escravidão sexual, inclusive enquanto ainda menores de idade.Portanto, São Paulo é um centro de práticas de medicina clandestina.
A injeção clandestina de silicone industrial não-filtrado nas nádegas, pernas, e às vezes nos seios e no rosto, é prática corrente na vida de muitas travestis, resultando em problemas de saúde específicos para esta comunidade. Os efeitos adversos do silicone podem resultar em deformação e até em fatalidades. Os efeitos incluem extravasamento de silicone para os calcanhares e pés, rejeição do silicone pelo sistema imune e entrada de silicone no fluxo sanguíneo ou em órgãos vitais.
Atualmente, não existe nenhum sistema governamental de apoio às vítimas de tráfico humano, escravidão sexual infantil e redução de danos resultantes da prática da medicina clandestina.Enquanto não cabe uma Cidade combater tráfico humano e medicina clandestina, a Cidade de São Paulo pode estudar e desenvolver processos e estruturas de apoio às vítimas, tais como:
- proteção e apoio às vítimas de tráfico humano e escravidão, especialmente relacionados com menores;
- redução e recuperação de danos causados pela injeção clandestina de silicone industrial em travestis profissionais de sexo;
- desenvolvimento de um programa de tratamento médico para remodelagem de corpo, enquanto alternativa praticável ao combate do tratamento clandestino.