SOS Dignidade tem como objetivo resgatar a dignidade das travestis brasileiras através de:

Ação Direta em direitos humanos
Projeto Silicone

Projeto intenta o combate à medicina clandestina sendo desenvolvido em conjunto com um grupo de médicos (setor público e privado) com 02 objetivos:
  1. Redução de Danos: programa piloto de tratamento com enfoque em 30 (trinta) pacientes.

  2. Remodelagem do Corpo com uso de Medicina Legítima: apresentar um programa de tratamento médico para remodelagem de corpo que represente uma alternativa praticável ao tratamento clandestino

Criação de 24/7 Help Center Multidisciplinar

para atender casos de emergência relacionados a:
Pesquisas interdisciplinares e patrocínio de projetos educacionais

Projeto Nome Delas - militância em direitos humanos através da conscientização via arte

Proposta feito para o Governo Municipal da Cidade de São Paulo

  1. Reconhecer São Paulo como é um centro de prostituição e tráfico humano, no Brasil. Na grande maioria, as travestis migram do norte, nordeste e do centro do país para São Paulo com o intuito de transformar seu corpo como ato preparatório para viagem com destino à Europa, onde sonham conseguir melhores condições de vida.
    A grande maioria das travestis migra ainda muito jovem das regiões norte, centro e nordeste do país, sem nenhuma forma de amparo familiar e acabam encontrando nas grandes cidades espaço para sua própria aceitação.
    Muitas são traficadas e sujeitadas à exploração e escravidão sexual, inclusive enquanto ainda menores de idade.

  2. Portanto, São Paulo é um centro de práticas de medicina clandestina.
    A injeção clandestina de silicone industrial não-filtrado nas nádegas, pernas, e às vezes nos seios e no rosto, é prática corrente na vida de muitas travestis, resultando em problemas de saúde específicos para esta comunidade. Os efeitos adversos do silicone podem resultar em deformação e até em fatalidades. Os efeitos incluem extravasamento de silicone para os calcanhares e pés, rejeição do silicone pelo sistema imune e entrada de silicone no fluxo sanguíneo ou em órgãos vitais.
    Atualmente, não existe nenhum sistema governamental de apoio às vítimas de tráfico humano, escravidão sexual infantil e redução de danos resultantes da prática da medicina clandestina.

  3. Enquanto não cabe uma Cidade combater tráfico humano e medicina clandestina, a Cidade de São Paulo pode estudar e desenvolver processos e estruturas de apoio às vítimas, tais como:

Se São Paulo, sendo a cidade mais importante do país, conseguir implantar um sistema de combate a medicina clandestina e desenvolver uma alternativa praticável para remodelagem de corpo com técnicas de medicina legítima, o espaço para a medicina clandestina restará restringido, diminuindo a marginalização de tais procedimentos, surtindo reflexos no país inteiro.